sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Não te culpo de nada


Eu tento... Tento não fechar os olhos. Tento pensar que um dia as coisas vão ficar bem, ou pelo menos que um dia ultrapasse isto. Tento não desistir. Não desistir de ti, de um eventual "nós", de quem amo. Custa demasiado quando uma pessoa sofre sozinha e em silêncio. Dói saber que fui substituída. Dói saber que aquela promessa de " Nunca te vou deixar " já foi quebrada tanta vez. Dói saber que eu estive sempre lá e o meu sentimento por ti sempre foi o mesmo, ao contrário de ti. Dói quando me fazes sentir que não valho nada, que todas as outras pessoas são melhores que eu. Tenho raiva de mim por ainda te amar depois de tanta insensibilidade, depois de me teres "atirado" coisas à cara que eu não merecia, depois de me mostrares que definitivamente fui substituída. E acima de tudo tenho raiva de mim por sentir a tua falta. Quem me dera conseguir desistir de uma vez por todas e ultrapassar tudo isto, quem me dera... Quem me dera conseguir dizer que a culpa de me sentir como sinto e de não saber o que é estar feliz há muito tempo é tua, mas eu não te culpo. Não te culpo porque és o que mais quero nesta vida. 

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